segunda-feira, 30 de março de 2026
Do Mocotó dos Anos 90 ao "Taxi Fantasma": Mais um escândalo envolvendo a Presidente da Câmara de Ribamar
quinta-feira, 12 de março de 2026
São José de Ribamar: Denúncia no MPE poderá tirar filho de prefeito das eleições
Desde que o atual prefeito
anunciou a pré-candidatura do filho para deputado estadual, a prefeitura parece
ter ganhado um "interino" não eleito: o próprio filho do prefeito.
A estratégia é tão clara quanto
audaciosa, pois o jovem herdeiro, sem nunca ter recebido um único voto ou
possuir cargo oficial que justifique tais atos, assumiu o protagonismo
(desastroso, diga-se de passagem) da administração. Ele representa o pai na
abertura dos trabalhos legislativos, despacha em secretarias de Estado e
desembarca em Brasília, circulando por ministérios como se detivesse a chave da
cidade. Tudo isso, é claro, devidamente editado e impulsionado em suas redes
sociais.
O Marketing da Ilusão vs. A Cidade do Avesso
Enquanto o "prefeito por
procuração" desfila em eventos oficiais e posa para fotos em gabinetes
refrigerados, o município enfrenta o caos, relatos de moradores apontam que,
longe das lentes dos celulares, a cidade está "do avesso". A
dicotomia é perversa: de um lado, a ostentação de influência política para
alavancar uma pré-candidatura; do outro, uma população que assiste ao sucateamento
dos serviços básicos enquanto a estrutura pública serve de trampolim familiar.
A Justiça Eleitoral entra em Campo
Essa "estratégia" de
autopromoção, no entanto, acaba de colidir com a realidade jurídica. Uma
denúncia formal foi protocolada no Ministério Público Eleitoral (MPE),
detalhando o que especialistas chamam de combo de ilegalidades: abuso de poder
político, uso indevido da máquina administrativa e conduta vedada a agente
público.
O cenário jurídico para a família
no poder é sombrio, de acordo com a Lei Complementar nº 64/90 e a Lei
das Eleições (9.504/97), as sanções não são apenas multas, mas golpes
fatais em carreiras políticas:
- Para
o Filho (pré-candidato): A "brincadeira" pode custar a
impugnação imediata de sua candidatura e uma inelegibilidade de 8 anos,
dando um fim ao sonho de herdar o espólio político do pai antes mesmo da
abertura das urnas.
- Para o Pai (Prefeito): Ao permitir que um
particular usurpe funções públicas para fins eleitorais, o prefeito coloca
o próprio mandato em xeque, ele arrisca a cassação e também a
inelegibilidade, o que implodiria os planos do filho sonhar chegar à
Assembleia Legislativa.
Conclusão: O Limite da Ética
A confusão entre o que é público
e o que é privado é uma chaga que o Brasil luta para extirpar, quando um gestor
permite que seu filho utilize a estrutura da máquina publica como se fosse sua
herança pessoal, ele não apenas fere a lei, mas insulta o cidadão que paga
impostos.
A denúncia no Ministério Público
Eleitoral sinaliza que o tempo da impunidade pode estar chegando ao fim. A
política não é um playground familiar, e as instituições parecem prontas para
lembrar ao "herdeiro" e ao seu mentor que a caneta do poder pertence
ao povo, e não ao DNA da família.
"Máfia do Táxi" pode custar mandatos de Prefeito e Presidente da Câmara de Ribamar
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