segunda-feira, 6 de abril de 2026

"Máfia do Táxi" pode custar mandatos de Prefeito e Presidente da Câmara de Ribamar

 

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR – Dr. Julinho, em um gesto de "generosidade" que só se vê com os seus, concedeu uma licença de táxi (a cobiçada placa vermelha) para ninguém menos que o marido de sua afilhada, a Presidente da Câmara, Francimar Jacintho. 

Tudo em família, certo? Errado! A concessão ocorreu sem qualquer edital, licitação ou critério técnico, atropelando todos os pais de família que esperam há anos por uma oportunidade de trabalhar dignamente como taxistas.

O suposto esquema vai além de uma simples placa. Com a licença em mãos, o "marido de sorte", que é funcionário da prefeitura, embora ninguém o veja no posto de trabalho, adquiriu um veículo zero quilômetro com generosas isenções de IPI e ICMS. O problema? Ele NÃO é taxista! O veículo virou carro de passeio particular, bancado por benefícios que deveriam servir ao transporte público.

O ápice do descaramento acontece no estacionamento da Câmara Municipal. Em vez de estar no ponto de táxi, o veículo com placa vermelha é visto estacionado na vaga exclusiva para Pessoas com Deficiência, e enquanto a esposa preside as sessões, o marido atua como seu "assessor particular", e o carro, fruto de privilégio, fica a disposição do casal.

O PESO DA LEI: O QUE ELES PODEM SOFRER NA JUSTIÇA?
Se engana quem acha que essa "gentileza" sairá de graça. Consultamos especialistas e a conta jurídica para o "privilégio" é pesada:

Para o Prefeito (agente público concessor):
  • Improbidade administrativa (Lei 8.429/92);
  • ​Suspensão dos direitos políticos;
  • ​Pagamento de multa que pode chegar ao valor do dano ou até 24 vezes o valor da sua remuneração;
  • ​Perda do cargo de prefeito;
  • ​Crime de Prevaricação (Art. 319 do Código Penal).
Para a Presidente da Câmara (beneficiária/intermediária):
  • Se ficar comprovado que ela articulou a concessão para o marido usando seu cargo, ela responde por:
  • Improbidade Administrativa:
  • Tráfico de Influência (Art. 332 do Código Penal);
  • Perda do cargo de vereadora.
Para o "marido taxista fantasma":
  • Crime contra a ordem tributária;
  • Devolução de cada centavo de imposto abatido na compra do veículo com juros e correção.
  • Peculato (funcionário fantasma);
  • Cassação da licença de taxista.
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segunda-feira, 30 de março de 2026

Do Mocotó dos Anos 90 ao "Taxi Fantasma": Mais um escândalo envolvendo a Presidente da Câmara de Ribamar


Para entender o atual descalabro na Câmara de Ribamar, é preciso olhar para o DNA político da presidente Francimar Jacintho e relembrar do "Escândalo do Mocotó".

Seu pai, ex-vereador Mazinho (o mesmo que acumulava juntamente com o seu marido cargo na Câmara Municipal de Raposa e na prefeitura de Ribamar sem o incômodo prazer de trabalhar), compadre de batismo do prefeito, forneceu no primeiro mandato do seu compadre, nada menos que mocotó para o hospital municipal, uma "dieta" exótica paga com dinheiro público que não apenas rendeu a reprovação de contas de Dr. Julinho, como imortalizou a imagem de uma gestão que confunde o balcão do açougue com o erário.

Trinta anos depois, o mocotó deu lugar à placa vermelha, mas o cheiro de favorecimento continua o mesmo.

O Taxista que não faz praça
A denúncia da vez recai sobre o esposo da vereadora, pois em 2025, em uma manobra que desafia a ética e a meritocracia, ele foi agraciado pela prefeitura com uma concessão de táxi. Munido da placa vermelha e dos generosos descontos tributários (IPI e ICMS) destinados a quem realmente sobrevive do volante, adquiriu um HB20 zero quilômetro.

O problema? O beneficiário não transporta nenhum passageiro, não é visto em pontos de táxi e desconhece a rotina de quem labuta no trânsito ribamarense com ruas cheias de buracos. O veículo, que deveria servir à mobilidade urbana, tornou-se um acessório de luxo para o marido de Francimar Jacintho.

O Estacionamento da Impunidade
O deboche atinge o ápice todas as tardes, enquanto o marido acompanha a agenda da esposa, o HB20 de placa vermelha repousa triunfante na vaga exclusiva para Pessoa com Deficiência (PcD) da Câmara Municipal.

É o retrato do privilégio escancarado:
O benefício fiscal e a utilização de uma vaga de estacionamento institucional são benefícios para cargos que o marido da presidente da Câmara nunca exerceu, a ausência de fiscalização paira sobre um clã que parece acreditar que as leis são meras sugestões.

A conta chega para o povo
Enquanto o cidadão comum de Ribamar enfrenta dificuldades para conseguir licenças ou serviços públicos, o entorno da presidência da Casa Legislativa desfila com "troféus" de uma gestão marcada por denúncias recorrentes, desde o acúmulo ilegal de cargos de parentes em Raposa e Ribamar até o atual táxi de fachada.

A gestão de Francimar Jacinto é um teste de paciência para as instituições de controle. Do mocotó do pai ao "Taxi Fantasma" do marido, o tapete vermelho da Câmara segue estendido para práticas que atropelam a moralidade. Até quando o silêncio dos órgãos fiscalizadores será o combustível para o carro da prepotência?






quinta-feira, 12 de março de 2026

São José de Ribamar: Denúncia no MPE poderá tirar filho de prefeito das eleições

 

Desde que o atual prefeito anunciou a pré-candidatura do filho para deputado estadual, a prefeitura parece ter ganhado um "interino" não eleito: o próprio filho do prefeito.

A estratégia é tão clara quanto audaciosa, pois o jovem herdeiro, sem nunca ter recebido um único voto ou possuir cargo oficial que justifique tais atos, assumiu o protagonismo (desastroso, diga-se de passagem) da administração. Ele representa o pai na abertura dos trabalhos legislativos, despacha em secretarias de Estado e desembarca em Brasília, circulando por ministérios como se detivesse a chave da cidade. Tudo isso, é claro, devidamente editado e impulsionado em suas redes sociais.

O Marketing da Ilusão vs. A Cidade do Avesso

Enquanto o "prefeito por procuração" desfila em eventos oficiais e posa para fotos em gabinetes refrigerados, o município enfrenta o caos, relatos de moradores apontam que, longe das lentes dos celulares, a cidade está "do avesso". A dicotomia é perversa: de um lado, a ostentação de influência política para alavancar uma pré-candidatura; do outro, uma população que assiste ao sucateamento dos serviços básicos enquanto a estrutura pública serve de trampolim familiar.

A Justiça Eleitoral entra em Campo

Essa "estratégia" de autopromoção, no entanto, acaba de colidir com a realidade jurídica. Uma denúncia formal foi protocolada no Ministério Público Eleitoral (MPE), detalhando o que especialistas chamam de combo de ilegalidades: abuso de poder político, uso indevido da máquina administrativa e conduta vedada a agente público.

O cenário jurídico para a família no poder é sombrio, de acordo com a Lei Complementar nº 64/90 e a Lei das Eleições (9.504/97), as sanções não são apenas multas, mas golpes fatais em carreiras políticas:

  • Para o Filho (pré-candidato): A "brincadeira" pode custar a impugnação imediata de sua candidatura e uma inelegibilidade de 8 anos, dando um fim ao sonho de herdar o espólio político do pai antes mesmo da abertura das urnas.
  • Para o Pai (Prefeito): Ao permitir que um particular usurpe funções públicas para fins eleitorais, o prefeito coloca o próprio mandato em xeque, ele arrisca a cassação e também a inelegibilidade, o que implodiria os planos do filho sonhar chegar à Assembleia Legislativa.

Conclusão: O Limite da Ética

A confusão entre o que é público e o que é privado é uma chaga que o Brasil luta para extirpar, quando um gestor permite que seu filho utilize a estrutura da máquina publica como se fosse sua herança pessoal, ele não apenas fere a lei, mas insulta o cidadão que paga impostos.

A denúncia no Ministério Público Eleitoral sinaliza que o tempo da impunidade pode estar chegando ao fim. A política não é um playground familiar, e as instituições parecem prontas para lembrar ao "herdeiro" e ao seu mentor que a caneta do poder pertence ao povo, e não ao DNA da família.



 


"Máfia do Táxi" pode custar mandatos de Prefeito e Presidente da Câmara de Ribamar

  SÃO JOSÉ DE RIBAMAR – Dr. Julinho, em um gesto de "generosidade" que só se vê com os seus, concedeu uma licença de táxi (a cobiç...